
Os países que adotam o sistema de voto distrital tem diferenças e isso gera dúvidas em muitas pessoas sobre qual deles é o melhor. Um não é necessariamente melhor ou pior do que o outro. Isso depende muito das questões locais, maturidade política e cultura do país. Abaixo você encontra um resumo sobre como funciona o voto distrital nas principais democracias do mundo e qual é a defendida pelo #EuVotoDistrital.
Texto inspirado no livro Sistemas Eleitorais de Jairo Nicolau. Todos os sistemas se referem ao Poder Legislativo:
FRANÇA
Utiliza o Sistema Majoritário de Dois Turnos. O território é dividido em 555 distritos com 70.000 pessoas cada. Cada distrito elege um representante em dois turnos. Dessa forma os candidatos somente ganham com votação expressiva e as minorias garantem a representação de seus interesses.
O #EuVotoDistrital defende essa modalidade.
ALEMANHA
Utiliza o Sistema Misto de Correção.
São 656 representantes dos quais 328 são distritais. O eleitor vota duas vezes: um candidato do distrito e um candidato do partido. Após o voto, a fórmula de distribuição das cadeiras fica mais complexa. As 656 cadeiras são distribuídas entre os partidos de acordo com o segundo voto (lista).
As cadeiras recebidas nacionalmente são distribuídas proporcionalmente à votação dos partidos em cada Land (estados). Uma subtração é feita em cada Land : cadeiras totais – cadeiras obtidas no distrito = cadeiras preenchidas pela lista. Se um partido vencer em mais distritos de um determinado Land do que o estabelecido pela lista, o número de deputados do Parlamento aumenta.
O #EuVotoDistrital não defende essa modalidade.
ESTADOS UNIDOS
Utiliza o Sistema Majoritário de Maioria Simples. O território é dividido em 435 distritos de mesma população e o candidato que tiver o maior número de votos num único turno, vence. O mesmo sistema é usado no Reino Unido.
O #EuVotoDistrital não defende essa modalidade.
INGLATERRA
Utiliza o Sistema Majoritário com Maioria Simples. O território é dividido em 659 distritos de mesma população (69.000) e o candidato que tiver o maior número de votos num único turno, vence. Esse sistema é conhecido como Firt Past The Post (FPTP), ou seja, o primeiro a passar da “linha de chegada” vence.
Por essa característica, esse modelo é muito criticado. Por exemplo, no distrito de St. Ives em 1992, o candidato David venceu com 43% dos votos. A maioria da população, 57%, não votou nele. Esse modelo é o que mais se aproxima da definição Voto Distrital Puro.
O #EuVotoDistrital não defende essa modalidade.
AUSTRÁLIA
Utiliza o Sistema Majoritário de Voto Alternativo. O país é dividido em 148 distritos com 79.000 pessoas cada. Nessa modalidade os eleitores ordenam os candidatos por preferência. Os últimos colocados nas contagens são eliminados e “doam” seus votos para os “preferidos”. Portanto, a diferença essencial é a utilização de um método de transferência de votos dos candidatos menos votados para outros.
Esse sistema pode ser de difícil compreensão e não garante que a primeira preferência da maioria da população vença as eleições!
O #EuVotoDistrital não defende essa modalidade.
ÍNDIA
Utiliza o Sistema Majoritário de Maioria Simples, como o Reino Unido e Estados Unidos. Todo o país é dividido em 545 distritos elegendo um representante. O candidato com mais votos em apenas um turno vence a eleição no distrito.
O #EuVotoDistrital não defende essa modalidade.
JAPÃO
Utiliza o Sistema Misto. Nele o eleitor vota duas vezes: um candidato do distrito e outro de um partido. No total são 300 deputados pelo Majoritário e 180 pelo Proporcional Lista Fechada.
O #EuVotoDistrital não defende essa modalidade.
SAIBA MAIS
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