#EuVotoDistrital

Mais poder ao cidadão

Planos para 2012

Olá apoiadores do #EuVotoDistrital,

Gostaríamos de agradecer o apoio de todos vocês neste ano de 2011! Foi muito especial para todos nós. Nele, iniciamos essa incrível jornada para mudar a política brasileira e construir um país melhor.  Esperávamos cumprir com nossa missão em 2011, mas os desafios foram maiores e por isso a luta pelo voto distrital continua em 2012.

Somos quatro jovens engajados nessa mudança e investimos grande parte do nosso tempo em 2011 para fazer esse sonho acontecer. Demos o nosso melhor em cada momento e queremos em 2012 agir de forma mais profissional ainda. Mas nós só iniciamos isso. Vocês foram os responsáveis em tornar o movimento do tamanho que ele é hoje.

RETROSPECTIVA

Em março o movimento começou a ganhar corpo quando lançamos o site e com o boca à boca das redes sociais na Web. Ao longo de 2011 nos tornamos protagonistas no debate sobre reforma política. Aos poucos, conseguimos alcançar os maiores meios de comunicação do país – sites, jornais e até até mesmo capa de revista.

Diversas ações foram realizadas visando educar a população sobre voto distrital e reforma eleitoral e assim conseguimos mais de 120 mil apoiadores/assinaturas. Pode não parecer muito, comparado a outros movimentos que surgiram na Internet, mas a nossa causa precisa mais do que um clique, ela precisa da interação entre as pessoas sobre um tema não muito presente em nosso cotidiano: uma proposta clara de reforma política.

Nós buscamos uma mudança estrutural em como se faz política no país, e para isso precisaremos que VOCÊ faça uma mudança na maneira como interage politicamente com as pessoas. São tarefas desafiadoras? São! Para todos nós. E é ultrapassando esses obstáculos que faremos uma política melhor se transformar em realidade.

Nossa comunidade entendeu que o movimento pertence a todos. Cada um pode agir e contribuir para o crescimento desta história. E isto de fato aconteceu. Mobilizadores captaram recursos para fazer eventos, se juntaram para coletar assinaturas, fizeram entrevistas e palestras. Em 2012, trabalharemos para que você tenha mais ferramentas e informação para participar muito mais.

PLANOS PARA 2012

Neste final de ano, chegamos a conclusão que é fundamental profissionalizar mais nossas atividades para obter um maior resultado. Em janeiro, buscaremos a sustentabilidade financeira da parte central do movimento para mantermos o site, conteudos, contato com os embaixadores e com a imprensa, materiais, articulação de redes entre outras coisas que demandarem maior tempo e esforço. Precisaremos de sua contribuição ao longo de todo o processo e contamos com a ajuda de cada um de vocês.

No ano que vem acontecem as Eleições Municipais e o sistema eleitoral ficará mais em evidência do que ficou neste ano. Será uma excelente oportunidade para o movimento se destacar e ganhar novos apoiadores! Estamos elaborando estratégias e ações para atuar com mais força. Você poderá participar nesse processo, no início do ano, interagindo nas comunidades do Facebook ou no blog e compartilhando suas habilidades, contatos, recursos, conhecimentos com foco direto nas ações das eleições. Aguarde.

Nosso grande objetivo é a aprovação do voto distrital. Os políticos só votarão nesse tema se a sociedade se mostrar organizada e mobilizada! Não há saída! A responsabilidade é de cada um de nós! A sua capacidade de mover a si mesmo e sua comunidade determinará o sucesso do #EuVotoDistrital.

Mais uma vez, agradecemos a cada um de vocês por ter colocado esse movimento de pé. A nossa carta é mais que uma carta de conclusão de ciclo, é também um enorme: PARABÉNS! Sem cada um que compõe essa rede, não teríamos chegado aqui.

Contamos com vocês em 2012!
Vamos que vamos!

Beatriz, Emygdio, Pablo e Vinicius.

Comentar 22/dez | #Notícias #Novidades

As minorias e o voto distrital

Na semana passada publicamos uma série de vídeos com o Dr. Örjan Olsén que esclarecem algumas dúvidas sobre o voto distrital. Hoje você pode conferir um novo vídeo onde Olsén fala sobre a questão das minorias.

Se você quiser se aprofundar mais no tema, confira outros posts que já comentaram a questão das minorias.

Em síntese, o voto distrital com dois turnos proposto pelo movimento #EuVotoDistrital não prejudica as minorias, mas sim possibilita que novas lideranças possam surgir – estas mais próximas da população.

Comentar 25/nov | #Vídeos

Dúvidas sobre o Voto Distrital

Discutir reforma política envolve também ouvir críticas, refletir e respondê-las. Já pubicamos diversas vezes respostas no blog e nas redes sociais. Inclusive existe uma área no site onde você pode tirar as suas dúvidas sobre as críticas e encontrar artigos que desenvolvem os temas.

Hoje estreiamos um novo material para rebater as críticas e defender o voto distrital: o Dr. Örjan Olsén, PhD Syracuse University, gravou respostas que foram separadas em vídeos. Eles estão linkados na seção de dúvidas e também podem ser vistos na playlist abaixo. Em breve também colocaremos outro vídeo do professor e uma versão mais extensa.

Na próxima vez que alguém criticar o voto distrital, Dr. Olsén pode lhe ajudar.

 

Comentar 16/nov | #Novidades #Vídeos

Vamos mostrar que a população prefere o voto distrital!

Recentemente, o vice-presidente Michel Temer defendeu que a reforma do sistema eleitoral deveria ser decidida por plebiscito. Isso nos faz refletir: será que com um plebiscito o voto distrital seria a proposta ganhadora?

Acreditamos que sim! O movimento #EuVotoDistrital ganha cada vez mais adeptos. Quando um voluntário sai pelas ruas para coletar assinaturas, quase sempre ele tem uma resposta positiva da pessoa com quem conversou. É uma questão de fazer o cidadão entender que o voto distrital é a reforma que interessa a população justamente porque vai na raiz do problema.

Já foram publicadas aqui no blog algumas pesquisas que também apontam a preferência do brasileiro pelo voto distrital. Embora elas não tenham um recorte demográfico que represente toda a população, elas já são um forte indício de que o cidadão prefere o voto distrital.

Por exemplo, na pesquisa do DataSenado, 83% das pessoas preferem que o voto seja dado unicamente a um candidato e 64% querem que a circunscrição eleitoral seja uma pequena região. Na enquete do Estadão, mais de 56% preferem o voto distrital e 17% o distrital misto enquanto outras propostas como o sistema atual não passam de 12%. E no Vote na Web, mais de 85% dos usuários apoiam a proposta de voto distrital elaborada por Aloysio Nunes.

Somos a única reforma eleitoral que tem um movimento social organizado por pessoas para fazer isto acontecer. Seja por plebiscito ou não o voto distrital tem boas chances de ser uma reforma aprovada.

VOTAÇÃO DO PROJETO DA REFORMA POLÍTICA

Temos uma oportunidade HOJE: pressionar a votação do projeto da Reforma Política! Vamos aproveitar que ela foi adiada para amanhã (26 de outubro) por “falta de acordo entre as lideranças”. Mande uma mensagem ao deputado e relator Henrique Fontana (PT-RS) pelo nosso formulário automático!

Para saber mais sobre o plebiscito leia o artigo A quem de direito.

Fique de olho! Ajude o movimento crescer, trazendo mais assinaturas.

Comentar 25/out | #Artigos #Eventos #Notícias

Voto Distrital X Vereador de Luxo

Sabe aquela crítica de que com o voto distrital os vereadores só pensarão na sua região deixando pra lá questões nacionais e temas importantes? O voluntário e professor Dr. Rogério Ives Braghittoni nos mostra no artigo abaixo que representar os interesses de uma região não significa abandonar questões nacionais.


Vereador de Luxo?

Sir Winston Leonard Spencer-Churchill foi, na opinião de muita gente (e eu me incluo entre eles), o maior estadista do século XX. Desde muito cedo tentou alertar o mundo sobre o perigo que representavam Hitler e seu nacional-socialismo, foi peça chave durante todo o decorrer da guerra e teve enorme importância na vitória final dos aliados. Talvez ele tenha sido, isoladamente considerado, o maior responsável por essa vitória – o que significa, em última instância, que é em grande parte graças a ele que eu, você e o resto do mundo não sejamos, hoje, escravos em um campo de concentração nazista. Churchill já tinha seis livros publicados aos 26 anos, foi um dos maiores oradores de todos os tempos e foi ainda vencedor do Prêmio Nobel de Literatura (1953) por sua espetacular obra “A Segunda Guerra Mundial”.

A par desses fatos largamente conhecidos, há dois outros que quero destacar aqui: 1. ele iniciou sua carreira política como deputado e 2. como é sabido, os deputados no Reino Unido, da mesma forma que na maioria das democracias consolidadas, são eleitos com base no voto distrital. Churchill, o insuperável estadista que enfrentou e venceu o nazismo, foi eleito pelo voto distrital.

Nos debates sobre reforma política de que tenho participado, um dos argumentos que alguns tentam usar contra o voto distrital é que essa forma de eleição transformaria o deputado em algo que chamam de “vereador de luxo”. E a primeira coisa em que penso quando ouço isso é, justamente, em Winston Churchill.

Claro, bastaria isso para encerrar a questão – teria sido Churchill então um “vereador de luxo”, seja lá o que isso signifique? Mas vamos aprofundar um pouco a discussão.

Como se sabe, o sistema de voto distrital divide os eleitores em grandes distritos, e cada um desses distritos elege seu deputado – o que gera incontáveis vantagens sobre o sistema absurdo de “voto proporcional” que o Brasil utiliza atualmente. Para alguns críticos, porém, o voto distrital faria imediata e automaticamente (para não dizer “por mágica”) com que o deputado, ao invés de se preocupar com as grandes questões nacionais, fosse cuidar apenas das picuinhas de seu próprio distrito.

Mas há então que se perguntar: o que gera essa vinculação entre uma coisa e outra? Qual é, exatamente, a relação de causa e efeito entre elas? Ora, nenhuma, rigorosamente nenhuma. A escolha do deputado é, sim, feita no distrito, mas porque

diabos o deputado iria se preocupar somente com os problemas do distrito? Só mesmo mágica para explicar essa pretensa relação.

Os eleitores daquele distrito obviamente estão preocupados com as grandes questões nacionais – saúde, educação, corrupção, segurança, inflação. Então, se o deputado quiser se reeleger na próxima eleição, ele vai ter de se preocupar com elas também. Se, ao contrário, ele pretender ter um péssimo resultado eleitoral, basta agir como o tal “vereador de luxo”. Numa democracia saudável, isso será suficiente para que a grande maioria dos eleitores de seu distrito nem pense em votar nele de novo.

É assim, aliás, que as coisas funcionam na maior parte das democracias do mundo (Estados Unidos, Japão, França, Itália, Austrália… e, claro, Reino Unido) e em nenhuma delas se tem notícia de que os deputados tenham deixado de lado as mais importantes questões nacionais para se tornarem “vereadores de luxo”. Isso simplesmente não aconteceu em nenhum desses países. Muito ao contrário: com a fiscalização superior proporcionada pelo voto distrital aos eleitores, os deputados ficam ávidos por “mostrar serviço” e fazer um bom trabalho exatamente nas grandes questões, não nas picuinhas. Eles sabem que a sobrevivência política deles depende disso.

Em resumo, a teoria não se sustenta e a prática demonstra o exato oposto. E Churchill, no especial lugar que lhe foi reservado no Paraíso, certamente dá boas gargalhadas toda vez que escuta essa conversa de “vereador de luxo”.


Leia este e outros artigos na nossa Biblioteca

Tire esta e outras dúvidas sobre o voto distrital

Leia também o que Reinaldo Azevedo fala sobre vereador de luxo

Comentar 11/out | #Artigos